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Caros Estudantes


Este blog foi criado pensando em todos vocês. A UNDE, hoje, conta com mais de mil membros espalhados por todo o país. Temos representantes em Niassa-Cuamba, Cabo Delgado-Pemba, Nampula-Cidade de Nampula, Sofala- Beira e agora com um grupo focal na Zambézia-Quelimane estando a nossa Sede Nacional em Maputo.
As nossas actividades, de hora em diante, serão divulgadas igualmente neste espaço. Queremos convidá-los a enviarem-nos mensagens contando o vosso dia-a-dia nas instituições de ensino.

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Maputo/ Moçambique


A Direcção



quinta-feira

A directora desqualifica as denuncias feitas


Denunciem os nomes dos professores corruptos

A directora da Escola Comunitária Santa Ana da Munhuana Maria Julieta Língua diz que as denuncias feitas pelos estudantes a UNDE contra os professores que vendem testes resolvidos nos exames e dos actos de corrupção são falsas porque carecem de provas por não constar os nomes dos denunciantes e dos denunciados

Numa entrevista em Outubro ultimo, a directora Maria Julieta Lingua disse no seu gabinete de trabalho que as denuncias feitas por estudantes a UNDE segundo as quais alguns professores vendem testes resolvidos nos exames e praticam actos de corrupção, são falsas, porque carecem de provas, dos nomes dos denunciantes e dos denunciados. “ O que nós queremos são os nomes, dos estudantes, dos profes­sores e dados concretos”, exigiu ela. No seu ponto de vista levanta a seguinte pos­sibilidade, “se o estudante não diz o nome, não é porque tem medo de manchar o seu nome ou porque será conotado, é porque ele está a colaborar.” Se não colaborasse já teria denunciado através das caixas de reclamações”, disse Maria Língua.
Os estudantes não fazem o uso das caixas de reclamações, que serve de interlocutor entre estes e a direcção. Esses casos deveriam ser canaliza­dos nessas caixas. “ninguém já meteu queixa sobre esses casos”, disse ela.

Sobre o Álcool
Maria Língua afirma que na sua es­cola há estudantes que entram na sala com garrafinhas de tentação e outros ti­pos de bebida na pasta. Não só, também tem se encontrado nas casas de banhos, recipientes ou frascos vazios de bebidas depois de serem utilizados, “tomam e deixam os recipientes nas casas de ban­hos”, disse ela. Ainda, no início deste ano, registou-se um caso em flagrante onde dois estudantes foram encontrados com pequenas garrafinhas e a cheirarem bebida. “Chamei os dois estudantes sen­tamos e resolvemos no sentido de não voltar a fazerem de novo”, explicou ela.
Sobre as sanções tomadas, referenciou que como a instituição é da tutela da Igreja, e alias, pela génese da criação da escola, foi com o objectivo de acolher os deslocados de guerra, apoiar as crianças que não encontravam lugar nas escolas públicas, crianças desfavorecidas através dos padres da Congregação dos Sacra­mentos, coordenados pelo padre Theobal­do Ewals e a Comunidade Paroquial, que projectaram dar um acolhimento e edu­cação as crianças, com particular atenção à rapariga. “O nosso objectivo como esco­la comunitária não é castigar o estudante e nem mandar embora, mas sim acolhê-lo e educâ-lo”, frisou Maria Língua.
Sobre as razões que leva os estudantes a praticar esses actos, a directora culpa o ambiente a volta da escola, a localização da própria escola, sabendo que esta ao re­dor do famoso “mercado estrela” onde se vende muita bebida alcoólica. Também, especula a influência dos pais e encar­regados de educação ou da comunidade em geral que não se faz sentir no proc­esso de ensino. “Os próprios estudantes quando são perguntados das razões de trazer bebida até na escola, dizem que os pais é que os mandam comprar, para o seu consumo lá em casa”, disse Maria Língua.
No meio de tudo isso houve a neces­sidade de criar um grupo de estudantes que faz a vistoria nos estudantes e nas ca­sas de banho, no sentido de desmanterar os estudantes praticantes desses actos. “Peço a comunidade ao redor da escola a tomar conta disso e que trabalhe para que as gerações futuras não passem por isso” apelou a directora Maria Julieta Lingua.

Sobre o comportamento sexual abu­sivo
“Aqui, há estudantes que aparecem com olhos bem pintados, todas coloridas, batôm. Quantas vezes tenho as mandado tirar os brincos, as sain­has que elas vestem? Assim, como é que não serão assediadas? Não é porque agente não fala, mas é que elas provocam”, descarregou a Maria Língua.

Sobre gravidez
Registou um caso, ainda no princípio deste ano, que envolvia uma estudante da escola e um ex-es­tudante também desta escola. A decisão da escola foi de transferir a estudante para o curso nocturno e o resto deixou-se tudo ao critério da família.

Criação do nucleo
Foi criado por Timóteo Fernando activista da UNDE um núcleos que funciona em dois turnos, de manhã e outro de tarde para representar a UNDE na escola. São compostos por chefes e subchefes das turmas. Esse vai funcionar como interlocutor entre a escola e a UNDE. No en­tanto, preparou se uma formação em matéria de liderança e associativismo para os núcleos por forma a desempenhar melhor as suas funções.






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«Falar da corrupção é falar de uma peste que enferma ou afecta todas as partes dos extractos sociais. Constitui um mal sem fronteiras.
De acordo com pessoas amigas da paz, o conflito pode ocorrer quando um indivíduo, comunidade, ou grupo de pessoas sente que uma outra comunidade ou grupo interfere nas suas aspirações.»